Esgoto sem tratamento pode explicar presença de bactérias resistentes em meios impactados por seres humanos

//Esgoto sem tratamento pode explicar presença de bactérias resistentes em meios impactados por seres humanos

Esgoto sem tratamento pode explicar presença de bactérias resistentes em meios impactados por seres humanos

A presença de bactérias resistentes aos antibióticos nos esgotos e na água tratada é uma questão relevante em alguns estudos desenvolvidos no setor, devido ao risco que isso pode representar à saúde humana. Contudo, ainda não é possível determinar a principal causa do surgimento destas bactérias.

Para auxiliar a responder esta questão, um estudo recente, publicado na Nature research, comparou duas causas importantes que podem levar ao surgimento das bactérias resistentes: o contato com fezes contaminadas e a seleção natural motivada pelo aumento de antibióticos no meio ambiente, que chegam nos esgotos tanto pelo descarte direto de remédios quanto pelo resíduo presente em urina e fezes de humanos e animais medicados com antibióticos.

A indicação dos pesquisadores é que a contaminação com esgoto não tratado e a presença de fezes contaminadas é mais relevante do que a competição e seleção natural no meio ambiente motivada pelo excesso de antibióticos no meio; com exceção dos locais que recebem descarte direto de antibióticos em grande quantidade, como efluentes de hospitais e fábricas de remédios, onde, segundo os pesquisadores, a seleção natural é evidente.

O estudo orientado por Antti Karkman e Katariina Pärnänen, foi publicado na Nature research.  Para ter acesso ao artigo com dados, metodologia e resultados disponibilizados, CLIQUE AQUI.

Por |2019-01-29T09:39:22-03:0022 de janeiro, 2019|