Microcontaminantes, nutrientes e água de reúso

Microcontaminantes, nutrientes e água de reúso 2018-01-09T19:15:59+00:00

De uma maneira geral, os projetos de pesquisa agrupados em torno desse objetivo buscam obter resultados que visam melhorar a qualidade e/ou agregar valor ao efluente tratado nas ETEs, de modo a possibilitar: i) o lançamento em corpos d’água; ii) a produção de água para diferentes tipos de reúso; e/ou iii) a remoção e recuperação de nutrientes (nitrogênio, fósforo e enxofre). Serão pesquisadas diferentes combinações de tecnologias e processos de tratamento de esgoto, convencionais e avançados, a exemplo de wetlands, filtros biológicos percoladores, lagoas fototróficas, reatores microaeróbios, biorreatores de membrana, reatores de lodo granular aeróbio, reatores anammox, dentre outros.

Em relação aos microcontaminantes, esses se apresentam, na maioria das vezes, em concentrações vestigiais nos corpos d’água, com quantidades expressas em µg/L ou ng/L. Porém, mesmo estando presentes em concentrações vestigiais, alguns microcontaminantes apresentam toxicidade considerável e são considerados um problema ambiental e de saúde pública. Ademais, possuem uma enorme diversidade, criando um enorme desafio no que tange o desenvolvimento de processos de identificação e quantificação, regulamentação e, principalmente, ao tratamento dessas substâncias.

Atentando-se especificamente para a qualidade microbiológica dos esgotos brutos e tratados, sua avaliação em função somente da presença/ausência de indicadores de contaminação fecal (como coliformes termotolerantes e Escherichia coli) não é suficiente, pois outros grupos de patógenos (protozoários e vírus) podem estar presentes (ex. Cryptosporidium spp. e Giardia spp). A presença destes protozoários em mananciais superficiais de diversas regiões do país foi relatada na literatura, demonstrando que estes são disseminados nas principais fontes de abastecimento de água do Brasil. Por outro lado, estudos sobre o monitoramento destes protozoários em esgotos brutos e tratados são escassos, sendo premente a identificação e quantificação destes patógenos através de técnicas mais rápidas e precisas.

O conjunto articulado de projetos de pesquisa foi concebido para representar desafios que estão na fronteira do conhecimento e que, portanto, deverão produzir resultados de elevado impacto nacional e internacional. Os projetos estão focados na remoção de patógenos e microcontaminantes, objetivando a produção de água para reúso, e remoção e/ou recuperação de nitrogênio(N), fósforo(P) e enxofre(S). São três os macroobjetivos principais:

  • Aprimoramento e/ou desenvolvimento de tecnologias para reúso de água;
  • Aprimoramento e/ou desenvolvimento de sistemas biológicos fototróficos para produção de biomassa e recuperação de nutrientes;
  • Aprimoramento e/ou desenvolvimento de novas configurações de reatores para remoção de nitrogênio, fósforo, enxofre e micropoluentes.
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