Quem Somos

Quem Somos 2018-01-09T18:49:40+00:00

O Instituto

Existe um enorme déficit histórico na infraestrutura sanitária da maioria dos municípios brasileiros, sejam eles predominantemente urbanos ou rurais, especialmente no que diz respeito à cobertura por sistemas de coleta, transporte e tratamento de esgotos. De maneira geral, as estações convencionais de tratamento de esgoto apresentam fluxogramas de tratamento que consideram o lançamento do efluente tratado em algum corpo d’água receptor e, portanto, são concebidas levando-se em consideração apenas a legislação de proteção das coleções hídricas. Se adequadamente projetadas, construídas e operadas, essas estações de tratamento podem alcançar elevadas eficiências de remoção de matéria orgânica, nutrientes e patógenos, cumprindo o seu papel principal de controle da poluição da água. No entanto, essa não é a situação usual no Brasil, onde a maioria das ETEs apresenta algum tipo de problema operacional, que resulta na elevação dos custos do tratamento, na perda de eficiência e em falhas no cumprimento da legislação ambiental.

Os subprodutos sólidos (lodo e escuma) e gasosos (notadamente biogás e emissões voláteis) gerados durante o tratamento apresentam rotas de destinação final que usualmente são os aterros sanitários e a queima para a atmosfera, respectivamente. Embora sejam rotas de destinação de subprodutos aceitas no Brasil, sabidamente não são as mais adequadas, face aos impactos ambientais que podem ser causados na atmosfera, no solo e nas águas subterrâneas. Ainda, é de conhecimento amplo que os subprodutos do tratamento apresentam elevado potencial de aproveitamento, mas os esforços nesse sentido são incipientes e, quando realizados, ocorrem de forma desarticulada, normalmente abordando poucas das possibilidades existentes.

Diante desse contexto, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em ETEs Sustentáveis (INCT ETEs Sustentáveis) foi criado com o intuito de se tornar um centro de referência nacional e internacional para questões relacionadas ao tratamento de esgoto sanitário, de forma a contribuir para a promoção de mudanças estruturais e estruturantes nos serviços de esgotamento sanitário, através da capacitação profissional, do desenvolvimento de soluções tecnológicas apropriadas às diversas realidades nacionais, da construção de conhecimento e sua transmissão para a sociedade, órgãos governamentais e empresariais.